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Postado em 14 de Maio de 2018 às 09h49

Golpe da transferência estornada volta a assombrar empresas mutuenses

Dois casos foram relatados por corretoras de seguros e um caso por uma oficina mecânica

Acenm/CDL Dois casos foram relatados por corretoras de seguros e um caso por uma oficina mecânica O antigo “golpe da transferência bancária estornada” voltou a assombrar empresários de Nova Mutum, desta vez com...

O antigo “golpe da transferência bancária estornada” voltou a assombrar empresários de Nova Mutum, desta vez com duas ocorrências contra corretoras de seguros e outra contra uma oficina mecânica, as três na semana passada. As vítimas, associadas à Acenm e à CDL, comunicaram as entidades para que o alerta fosse emitido aos demais empresários e gestores de empresas locais.

Numa das ocorrências, o golpista telefonou para a corretora e solicitou cotação para um seguro residencial. A corretora passou o orçamento de cerca de R$ 1,1 mil. No dia seguinte o criminoso entrou em contato com o comercial e com o financeiro da empresa ao mesmo tempo e, passando-se por um suposto funcionário do contratante, pegou os dados bancários para pagar o seguro.

Em seguida fez uma transferência de mais de R$ 15 mil à corretora e ligou novamente para avisar que depositou o valor errado e solicitar devolução da diferença. Passou os dados de uma conta bancária de Várzea Grande, do Bradesco, para que a corretora transferisse o valor de volta. Porém, suspeitando de golpe, o financeiro da corretora não transferiu a diferença e ficou monitorando a conta, constatando pouco depois o cancelamento da transferência de R$ 15 mil por parte do estelionatário.

Os golpistas atuam contra contas do Bradesco, que tem um sistema diferente que permite estornar uma transação dentro de algumas horas. O banco informa ao destinatário da transferência o valor disponível, entretanto o depositante ainda tem a possibilidade de fazer o estorno dentro do prazo. No caso relatado, o depósito foi feito na agência do Porto, em Cuiabá, e a devolução seria para uma conta de Várzea Grande. Após o ocorrido o corretor de Nova Mutum telefonou para a agência bancária em Várzea Grande e pediu que o gerente tomasse providências, bloqueando a conta do golpista.

Segundo o relato do associado da Acenm/CDL, os golpistas iniciam o contato munidos de muitas informações sobre a empresa vítima, mesmo os criminosos sendo de fora da cidade. Durante o contato passam uma boa impressão, de pessoa confiável.

“Recomendamos muito cuidado, e é sempre bom que as empresas vejam os relatos dos colegas e se informem sobre como os golpes são aplicados, porque é isso que tem salvo muitas empresas nestas frequentes tentativas. Ainda há casos em que os golpistas levam a melhor, por isso não se pode descuidar”, comenta o presidente da CDL, Roberto Giequelin.

Assessoria de imprensa / Acenm-CDL

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