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Postado em 14 de Setembro de 2020 às 11h00

Supermercadistas de Nova Mutum explicam alta de preços na cesta básica

Economia e mercados (112)
Acenm/CDL Fatores como dólar e exportações são as principais causas do aumento Diante da repercussão sobre a alta dos preços em produtos da cesta básica, a Acenm/CDL consultou...

Fatores como dólar e exportações são as principais causas do aumento

Diante da repercussão sobre a alta dos preços em produtos da cesta básica, a Acenm/CDL consultou supermercadistas de Nova Mutum para melhor compreender o cenário e esclarecer alguns pontos ao consumidor mutuense. Os produtos que devem apresentar aumento mais expressivo nos próximos dias são o arroz, o feijão, o óleo de soja, o trigo, o açúcar e o café.

Os supermercadistas esclarecem que a alta dos preços decorre do aumento do custo da matéria prima, e não por deliberação dos setores envolvidos. Outros produtos, como a carne e o leite, também estão sofrendo oscilação de preços em decorrência do cenário de mercado.

Para o comerciante Marcelo Saito, “a alta dos produtos da cesta básica é consequência de toda a cadeia de produção e o supermercado acaba sendo somente o último ponto a participar da composição do preço final que chega ao consumidor”.

Saito acrescenta que boa parte dessa alta da matéria prima se deve ao dólar atual, que favorece a exportação, resultando em diminuição da oferta interna. As exportações do agronegócio aumentaram cerca de 44%.

EFEITO PANDEMIA

Muito se fala sobre a influência da pandemia de Covid-19 na economia e nos preços da cesta básica, que teriam sido afetados por um desabastecimento decorrente das medidas de contenção ao vírus. Porém na região de Nova Mutum os casos de desabastecimento foram muito raros e pontuais.

“Creio que a questão de abastecimento não foi determinante. O que se percebeu durante a pandemia foi uma mudança de hábitos que levou boa parte da população a aumentar o consumo de produtos da cesta básica. Algumas matérias [na imprensa] até apontam que o auxílio emergencial foi um dos fatores que estimulou esse consumo e gerou o aumento dos preços, mas, pelo nosso atendimento, não consigo observar isso sendo determinante ou não”, conclui Saito.

Em relação às exportações brasileiras, a pandemia provocou inicialmente, em março, uma queda, porém já em abril o efeito foi invertido e o país passou a exportar mais. Como dito anteriormente, o aumento da exportação incide na alta dos preços, na medida em que reduz a oferta interna.

Por: Tiago Franz | Jornalista 3621SC

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