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Postado em 22 de Dezembro de 2020 às 17h06

Como identificar se um boleto é verdadeiro ou falso?

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Entenda como não cair em golpes com boletos fraudados.

Atualmente, o Banco Central exige que todos os boletos sejam registrados. Então, todos precisam passar pelo processo de registro, pois não é possível realizar o pagamento de um boleto que não passou por esse processo.

Com o registro, o boleto é associado a informações como o nome e o CPF ou CNPJ do beneficiário. Consultar esses dados é a única maneira realmente eficaz de detectar uma fraude.

Sempre que você realizar o pagamento do boleto por um canal digital - como internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico -, as informações do beneficiário devem ser exibidas na tela. Você deve conferir todos os dados apresentados pelo banco com muito cuidado antes de confirmar o pagamento.

Antes do registro obrigatório, era possível reconhecer alguns erros em documentos falsos mal elaborados.

Hoje, como todos os documentos passam pelo registro, eles tendem a ser idênticos ou muito difíceis de distinguir. Mas é graças ao registro que você pode perceber a fraude.

Walter de Faria, diretor-adjunto de serviços da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) reforça que o registro "traz todas as informações de quem é o pagador, o valor, se tem juros e multa". Por essa razão, todos os dados apresentados na hora pagamento devem ser conferidos.

Quando um boleto é fraudado, o nome do beneficiário real pode ser diferente do que aparece no documento. Isso pode ajudar a identificar um boleto falso - mas só se você confirmar o beneficiário na hora do pagamento.

O que vale sempre é a informação mostrada na hora do pagamento - e não o que está no documento impresso ou digital. Confira mais dicas para evitar fraudes com boletos:

Pague direto pelo internet banking ou app

No seu internet banking ou aplicativo, deve haver uma seção para o Débito Direto Autorizado (DDA).

Por meio do DDA, você pode pagar boletos registrados em seu CPF sem nem precisar do código de barra.

Essa é a sua maior arma para arma para se defender de boletos falsos. Boletos que não foram registrados em seu CPF não aparecem no DDA, o que evita diversas fraudes.

Quando você faz uma compra na internet, a loja deve registrar o boleto em seu CPF e o documento constará diretamente no DDA, sem que você precise usar o número do boleto nem o código de barras.

"O DDA é uma reprodução do boleto registrado na base da cobrança. Aqui não tem risco de fraude nenhuma. Na minha opinião, o DDA é um dos instrumentos mais seguros para você pagar o boleto", avalia Faria, da Febraban.

Para usar o DDA, o cliente deve procurar o banco e se cadastrar como "pagador eletrônico" para receber os boletos vinculados ao seu CPF. A não ser que você esteja pagando um boleto que está em nome de outra pessoa, ele deve constar no seu DDA.

Com o DDA, você não precisa do boleto que recebe por e-mail ou pelos Correios, e pode pagar diretamente pelo internet banking. Quanto menos você recorrer a papel ou documentos (que podem ser alterados), melhor.

Além disso, caso um golpista tente registrar um boleto idêntico a outro em seu CPF, você verá o mesmo boleto duas vezes na tela do DDA - o que vai ajudar a saber que houve uma tentativa de golpe.

Intermediadores de pagamento

Se o boleto foi gerado por uma intermediadora de pagamentos, o nome do beneficiário pode não aparecer corretamente.

Segundo Faria, o Banco Central estabeleceu em 2019 que intermediadoras podem informar o beneficiário final do boleto, permitindo conferir os dados reais do beneficiário em qualquer situação. Porém, não é sempre que a informação será cadastrada pela intermediadora.

Se a intermediadora não cadastrar o nome do beneficiário ao emitir o boleto, essa informação não vai aparecer no canal de pagamento para ser conferida. Será mostrado apenas o nome da intermediadora. Essa situação exige cuidado redobrado.

Algumas intermediadoras possuem serviços específicos que permitem consultar o nome do beneficiário dos seus boletos. Ou seja: procurar a intermediadora para identificar o beneficiário pode ser uma saída.

Especialmente em um primeiro pagamento ou compra, é melhor perguntar à loja ou prestadora de serviço se ela realmente usa a intermediadora que aparece como beneficiária.

Se não for possível confirmar o beneficiário do boleto ou a empresa não souber informar o nome da intermediadora que utiliza, desconfie. Não pague o boleto antes de ter certeza, pois o dinheiro pode acabar na conta de um criminoso.

Boletos por e-mail, promoções e descontos

Existem golpes em que os criminosos entram em contato com as vítimas, seja por e-mail ou por mensagens em aplicativos e redes sociais, para oferecer descontos e promoções. Eles então enviam um boleto para fechar o negócio, mas nunca entregam o que foi prometido.

É comum que os golpistas se passem por agentes de instituições financeiras para oferecer descontos em dívidas. Antes de prosseguir, entre em contato com a instituição financeira e questione se o suposto representante está realmente autorizado a realizar esse tipo de acordo.

Em outra versão da mesma fraude, o golpista oferece produtos por um preço bem abaixo do mercado em sites de comércio na web e envia um boleto após obter os dados de contato da vítima. O produto nunca será entregue após o pagamento.

Em qualquer outro caso, inclusive com a aquisição de produtos ou serviços, será mais seguro fechar o negócio por meio de uma intermediadora de pagamento que ofereça serviços de proteção de compra. Não se deve acreditar em "descontos" que surgem de última hora e que servem de pretexto para um pagamento por boleto para um beneficiário diferente.

Fonte: G1

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